
Há tempos estou querendo sentar para escrever um pouco e postar alguma coisa nova. A verdade é que o tempo anda curto e com essa louca correria e inúmeros afazeres, as idéias se misturam e a inspiração me falta. Talvez seja complicado demais arrancar palavras conexas e que façam sentido num emaranhado de pensamentos e lembretes, como: não posso esquecer de pagar aquela conta!
E assim, vão se passando os dias... Em meio há tantos acontecimentos, não consegui nada que realmente fosse interessante. Mas hoje, sentada em frente ao computador, me veio uma música na cabeça. Não sei se escutei em algum lugar, ou se ela já estava lá no cantinho do meu inconsciente, presa à memórias do passado. O mais importante é que aquelas frases faziam sentido pra mim! Era o que eu há tanto tempo precisaria expressar... Mas claro, salvo algumas modificações!
Reparem na simplicidade e na profundidade da letra de Lupicínio Rodrigues. Meio dramática, eu concordo.. mas se a gente prestar atenção, é bem bacana! Afinal, quem nunca teve um amor que rasgava o peito? Que trazia dor? Um amor que se esvaiu por entre os dedos? Um amor que esteve nos braços de outro alguém? Sem dúvidas, é preciso ter nervos de aço pra agüentar tamanha decepção... Reparem nos detalhes dos versos.
"Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nenhum pedaço do seu pode ser
Há pessoas com nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que passo
Talvez não lhe venha qualquer reação
Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, despeito, amizade ou horror
Eu só sei é que quando eu a vejo
Me dá um desejo de morte ou de dor"
Gosto bastante dessa música. O romantismo de antigamente era fascinante... Será que ainda existem homens assim?

Um comentário:
O romantismo continua, as pessoas apenas seguram esperando soltar apenas para aquela pessoa certa. Porem essa pessoa certa não tem como saber se não demonstrar o que sente.. Mas as pessoas se trancam se fecham e idealizam uma idéia de companheiro que só vai existir se liberaren-se .
Gostei da canção!
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