quarta-feira, 30 de abril de 2008

Amor, perda, recordações


Sinto como se as lembranças ficassem vagas. Como se as emoções e os momentos fossem esquecidos... Como se os sentimentos ficassem mais vulneráveis e os sonhos despedaçados. Sinto-me ainda perdida, sem rumo. Não sei onde posso me apoiar. É como se um buraco estivesse aberto debaixo dos meus pés... Tudo parou. Os ponteiros do relógio não giram mais, porque não existe mais expectativa alguma e eu não conto mais os minutos para poder te encontrar.

Falam coisas a seu respeito no meu ouvido e não consigo entender, muito menos acreditar. Fico sabendo notícias pelos outros, mas não posso ter certeza delas. Fiquei tanto tempo te esperando e você não veio. Parece que tudo o que vivemos foi apenas imaginação. Lembro de cada palavra, de cada gesto, do seu rosto, de suas expressões, do sorriso, das lágrimas, das dúvidas, das declarações em momentos únicos quando a coragem permitiu que sua boca falasse do que estava cheio o coração.

Muitos te vêem, te encontram por aí. Menos eu.

Tento te esquecer de todas as formas. Escuto outras músicas, saio com amigos, beijo outros beijos, sonho outros sonhos, fantasio outros desejos, contudo, mesmo assim, esbarro em seu carro ou escuto seu nome sendo chamado pelas ruas. Mas, ainda assim, não encontro você.

Que amor cruel é esse que não deixa eu sonhar com outras pessoas? Que não deixa eu esquecer você...

A verdade é que a cada dia tem ficado muito mais difícil te esquecer. Ninguém se aproxima, como se sentisse que meu amor é todo seu. Estou presa. Presa a um amor que não pode ser vivido por uma única pessoa. Presa às recordações do passado. Estou vivendo de lembranças. E com elas, a saudade. Esmaga o peito. É uma dor sem razão. Ah, se eu pudesse acabar com isso! Penso em maneiras, crio caminhos, invento desculpas, mas não tenho coragem de te procurar outra vez. Afinal, quanta água já passou por debaixo da ponte... Mesmo sem nunca ter vivido esse amor.

Os dias passam, os anos também. E nada acontece. Sem você, as coisas não têm e nunca tiveram a menor graça. Sem você, continuo sem achar a saída.

Um comentário:

Antônio Padilha disse...

Acho q um dia a saudade q aperta vira uma lembrança q te impulsiona. Confio q vc, independente, consegue encontrar sua saida..

By the way, obrigado pelas dicas. Ficou otimo! =)

Beijo!